Luxemburgo gosta do 4-4-2 em losango, ou seja, com um volante apenas marcador, dois volantes/meias pelos lados e um armador ou meia-atacante na ponta ofensiva do losango. Entretanto, no Palmeiras e no Atlético Mineiro, seus trabalhos mais recentes antes do Flamengo, ele utilizou um sistema com um atacante e dois meias (ou meias-atacantes) à frente dos volantes e atrás do atacante. Um 3-6-1 (3-4-2-1). No Palmeiras, os dois atrás do atacante eram Diego Souza e Cleiton Xavier. No Atlético, ele utilizou Tardelli e Diego Souza ou Ricardinho e Diego Souza. No Atlético, ele utilizou uma variação tática (4-3-2-1) com três volantes, dois meias-atacante e um atacante.
Ainda no Palmeiras, utilizou muitas vezes Cleiton Xavier como volante, ao lado de Pierre, para armar o time de trás. Mas só em situações emergenciais. Outra variação no Palmeiras foi o 3-5-2 (esquema que mais utilizou no Palmeiras) com apenas um volante (Pierre), dois alas e Cleiton Xavier e Diego Souza atrás dos dois atacantes.
De todo modo, Luxemburgo tem ido além das táticas do 4-4-2 em losango, embora sempre volte a ele, e tem demonstrado uma fixação recente com esquemas com três zagueiros. Já utilizou esquemas com três atacantes (4-3-3) e 4-4-2 (4-2-2-2) em quadrado. Não vi Luxemburgo armar suas equipes no 4-2-3-1 que, no momento, seria o esquema ideal para abarcar todas as contratações de peso feitas pelo Flamengo (veja ilustração abaixo).

No 4-2-3-1, o time fica forte defensivamente com Maldonado e Willians como volantes e ainda pode utilizar, alternadamente, a ofensividade de Egídio (um dos melhores laterais-esquerdos do Brasil em 2010) e Leonardo Moura. E, claro, passa a contar com um trio de meias-atacantes técnicos e habilidosos como Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Bottinelli.
Colocamos os zagueiros Welinton, David, Jean e Ronaldo Angelim aleatoriamente nas simulações com quatro defensores. No 4-3-2-1 a seguir, colocamos um miolo com Jean e Angelim.

Essa formação exclui Bottinelli, reforça a marcação no meio-campo e libera mais os laterais. Luxemburgo gosta de utilizar Maldonado como um terceiro zagueiro e, nessa formação, isso poderia ser feito. Renato Abreu e Willians cobririam a subida dos laterais. Ronaldinho e Thiago Neves ficariam mais livres. Uma possibilidade (como dissemos no caso de Cleiton Xavier) é colocar o meia Bottinelli no lugar de Renato Abreu. Mas, nesse caso, ele teria que marcar.
Outro esquema tático possível para o Flamengo com Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves é o 4-4-2 com um quadrado no meio-campo (4-2-2-2).

Não é uma posição muito confortável para Ronaldinho, já que ele gosta de jogar aberto pela esquerda, e deixa Bottinelli novamente de fora. Mas forma um quarteto com dois jogadores enfiados (Deivid e Diego Maurício), o que facilita o trabalho de Ronaldinho e Thiago Neves.
A fixação de Luxemburgo com esquemas com três zagueiros, e o fato de Ronaldo Angelim já ter sido utilizado como um zagueiro pela esquerda (falso lateral-esquerdo), nos leva a especular uma quarta formação.

Seria um 4-2-3-1 a la holandesa. Ou seja, um esquema em que apenas um dos laterais sobe e atua praticamente como um ala. Como Egídio está voltando e ainda não tem o nível técnico de Leonardo Moura, fica de fora. A marcação fica reforçada atrás com os três zagueiros. Entretanto, essa formação repetiria um erro do Barcelona quando colocou um lateral defensivo para atuar, na esquerda, com Ronaldinho à frente. Ele ficou sem ter com quem tabelar pelo setor esquerdo e seu futebol caiu. Uma alternativa seria manter Egídio e sacar Leonardo Moura, colocando um zagueiro em seu lugar. Mas isso não deve acontecer, pelo menos no início da temporada.
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